
V. N. de Cerveira
A V. N. de Cerveira,
D. Dinis deu o foral,
É uma vila hospitaleira,
Do norte de Portugal.
Foi Terras de Cervaria,
Tem no brasão cervo possante,
Reis e príncipes fizeram montaria,
E levaram troféus imponentes.
Dos franceses te livrou,
O forte que te circunda,
Quem subiu ao monte desfrutou,
De uma paisagem que deslumbra.
Viana do Castelo
Viana , Princesa do Lima,
De beleza sem igual,
Tens o porto, a doca e a marina,
E maior romaria de Portugal.
O Monte de Santa Luzia,
Ex-libris da cidade,
Mas é à Senhora da Agonia,
Que os Minhotos juram fidelidade.
Valença
Valença e as suas muralhas,
Já nos protegeram dos franceses,
E nos pouparam a batalhas,
E a sofrer outros reveses.
Nas tuas sete igrejas está patente,
O fervor religioso dos teus habitantes,
Deste guarida e passagem,
Aos que para Santiago seguiam viagem.
Ponte de Lima
Ponte de Lima brejeira,
Tu respiras alegria,
Enfeitada vais à feira,
Tens Zés Preiras na romaria.
Ponte romana,pelourinho,
Centro histórico de valor,
És a jóia do Alto Minho,
E ofereces gastronomia de sabor.
Caminha
Avisto Santa Tecla em Espanha,
De cá Camarido e Santo Antão,
É uma beleza tamanha,
Que guardo no coração.
Os teus monumentos preciosos visitei,
A Torre do Relógio,a Casa dos Pitas, o Chafariz da Praça,
Mas foi na cachorrada da Igreja Matriz que me fixei,
E constatei o motivo da divertida chalaça.*
*Está uma figura com as nádegas descobertas voltadas para Espanha.